Do amor n°2

Corriam vastos os pés sob os lençóis
E se agarravam breves as mãos ávidas
Eram velas em mastros se rasgando ao vento
Esticadas e brancas na tempestade

A boca rasgada de sangue
A face queimada de sol
Era passado aquele homem percorrendo seus prazeres

Era o nunca-mais
O adeus
A morte de todas as coisas

 

Poema e foto: Josiane Orvatich