Isaura

O sono profundo das conchas
rondava o mar
Era vagaroso o luar
descendo nas águas
A maré branca e suplicante

Era o chamado de Isaura
a canção de areia fina
Era cálice a espuma
dos poros das sereias
vigiando os homens
Eram passos o vigor das ondas
quebrantando o mar
Era a despedida
o mergulho invisível
Era o chamado
a existência daquela mulher

 

Poema e foto: Josiane Orvatich